quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Fim. Será?


É... meu pequeno não é mais tão pequeno assim... terminou o infantil!
Com chave de ouro. Uma linda etapa, uma linda festa, uma linda dança de uma música tão representativa que um dia ele vai entender o que ela diz. E uma reunião final na escola tão emocionante! Me senti tão representada pela "Maria Maria" que mistura dor e alegria. E sim, é preciso ter força, raça e gana sempre! 

Os Saltimbancos em: Formatura do Pepê!

Ah meu Pepê...
Menino lindo, dono do meu coração. Te amar me preenche. Me dá rumo. Você me emocionou mais uma vez. Como faz todos os dias. Mas nesse momento, te vendo dançar, te vendo crescer, passou um filme na minha cabeça. São 6 anos. O infantil chegando ao fim e a certeza que que você está crescendo. Meu peito aperta com os novos desafios que teremos. Nova escola (que eu ainda nem sei qual) novos amigos, novos professores (depois de tanto tempo em segurança com a Alê, Sirlene, Val...). 
E vamos seguir. Que a alegria nos acompanhe sempre. Que as novas descobertas possam sempre encher seus olhos.
Você é a minha luz! Amor que não cabe em mim e transborda em forma de lágrimas.

Que nossas mãos estejam sempre dadas como hoje de manhã no sofá da nossa casa...

                                               ..............


Quem aí não está engasgado?
Com um aperto no peito?
Respira fundo e vamos!
Chegamos ao fim de uma etapa. Ah o infantil... tantas novidades!!
Qual pai ou mãe não chegou aqui com o coração apertado querendo saber se o filho ia ficar bem, se tinha feito a melhor escolha? Será que iria gostar da escola ou se as professoras dariam atenção no meio de tantas outras crianças?
Tantas dúvidas e ainda estávamos só no começo: enfrentaríamos os choros na adaptação ou a surpresa do filho que nem ligou para você, porque já achou ótimo e falou: pode  ir embora, porque aqui é lugar só de criança... (o meu caso!)
As lembranças são muitas. Cada vez que plantamos juntos, cada festa que ajudamos a enfeitar, cada aniversário que comemoramos aqui. Cada dança que nos fez chorar. Cada sanfona que nos fez cantar.
E ainda, pra coroar, a emoção de revivermos a nossa infância com essa linda apresentação dos Saltimbancos.
Acompanhamos a construção, dia após dia, dessa turminha linda que mais parece uma família, onde todos os filhos têm os mesmos direitos. Aqui as diferenças são qualidades que fizeram cada um de vocês pessoinhas melhores. Aqui aprenderam também o que é respeito, limite, amizade, carinho, amor, admiração, cumplicidade e união.

E foram passando os anos. E o desenvolvimento de nossos bebês, tanto individual como em grupo sempre nos deixaram tão orgulhosos! As letras do nome, os números, as historinhas, as rimas, as palavras descobertas, a arte... Tanto aprendizado!

E aí, quando mais pra frente vocês se encontrarem, um vai perguntar:

- Vocês se lembram da nossa professora?
- Aquela que era firme e doce?
- Aquela que nos ajudou a descobrir como somos únicos, que nos respeitou, cuidou e amou?
- Que nos abraçou diariamente a cada oi? Que nos ajudou a crescer?
- Ah, claro que eu lembro! Inesquecível! Pode ter certeza!

Acreditamos que tudo foi diferente por causa do empenho e afeto da Alê, professora espetacular, que acompanhou por três anos essa turminha muito especial. Que desafio hein?

E Aline e Claudinha que também participaram deste último ano desenvolvendo as habilidades dos nossos pequenos.

A UMEI Vila Estrela foi uma dessas surpresas boas da vida. Aqui, cada cantinho tem uma história. Um tombo, uma risada, uma brincadeira. Aqui cada cantinho está guardado na memória. Daqui levaremos momentos inesquecíveis e amizades incríveis.
Porque aqui fomos felizes. Crianças e seus pais. Formamos um time muito legal do lado de fora da sala de aula.

E a mesinha? Começou com uma criança querendo brincar mais um pouco depois da aula. No dia seguinte duas, três... Depois de algum tempo, eram os pais que pediam: "Filho, podemos ficar um pouquinho na mesinha hoje?"

Ah, a famosa turma da mesinha... Num dia um trazia biscoito, um balde de pipoca, outro dia, as bordinhas de brownies. E até parabéns teve! E ali compartilhamos tantas coisas, sabemos um pouco mais da vida um do outro, demos muitas risadas e assim as amizades se formaram. Ao ver que temos tanto em comum a nossa trajetória ficou mais leve e a vontade de estar sempre juntos cresceu. O que dirá a batalha para encontrar uma escola que atendesse a necessidade de todos e a tentativa de continuarmos juntos.
Criamos uma rotina da qual vai ser doído despedir... Sim, aqui ganhamos. Nossos filhos um dia vão entender o presente que eles nos deram.

E agora? Como ir embora, gente?
Agora, as crianças saem daqui para um mundo novo e cheio de desafios. Vamos juntos e também teremos novos desafios. Mas saímos com a alma leve e feliz de que deu certo, de que vivemos uma experiência singular com nossos filhos.
Obrigada, muito obrigada por todo o conjunto que envolveu esta experiência: diretoria, coordenação, professoras, auxiliares, assistentes, equipe de apoio, pessoal da cozinha, todos que trabalham aqui neste espaço acolhedor que nos recebeu tão bem. Agradecemos também aos queridos familiares. Avós, tios e tias que se fazem presentes na vida de nossos filhos e que tantas vezes facilitam nossa rotina tão corrida.
Estamos indo levando um pouco e deixando um tanto de nós aqui.
Acabou. Será?

Não, não vai acabar nunca!

E sabe qual o segredo? O que é bom fica pra sempre guardado na nossa alma.

E quando a saudade apertar é só a gente fechar os olhos. Fechar os olhos bem forte e sentir lá no fundinho do nosso coração que estamos aqui. Que tudo que vivemos aqui faz parte de nós. E que vamos levar aonde quer que a gente vá!

Acabou?
Não! Com certeza Não!

Respira fundo E VAMOS!


Texto Marina Cautiero (mãe Pedro) e Raquel Ladeira (mãe Maria Carolina)






segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Desmamar

Desmamar.
Do verbo soltar. Um pouquinho só. Mas é.
2 anos, 2 meses e alguns dias.
Como foi bom! Como foi delicioso viver isso com você.
Mas chegou um dia que achei que era hora de parar. Meu cansaço estava grande, sua dependência também. Acho que nós duas tínhamos medo de largar esses momentinhos agarradinhas. Você, acho que sentia que era a única forma de ter meu colo. Um dia te disse: "Filha, você não precisa mamar pra estar no meu colo. Meu colinho vai ser sempre seu!"
Você ficou me olhando como a dizer: Sério???
Depois disso te senti tranquila para soltar meu peito.
Chegou um dia em que você deu um beijinho que cada peito, fez um carinho e só!
O afeto não passa. A lembrança desses gostosos momentos juntas não passa. Fica marcado na alma.
E a piada de você mamando um peito e dizendo "Oto petinho!" será sempre motivo de um sorrisinho pra mim!
Te amo filha! E que continuem nossos chamegos!


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

2 anos

Que delícia hoje acordar com a lembrança daquele domingo...
Domingo no parque com as primeiras contrações bem cedinho.
Como curti cada segundinho do dia da sua chegada.
Da hora que acordei sentindo seus primeiros pontapés querendo sair até as 22:14, hora que você nasceu e a dor sumiu. Um dia tão doce!
Doce e forte, como você é filha!

E como é possível, uma alegria tão grande, se transformar em algo maior ainda?!
Bela, você transformou a nossa casa.
OK, você deixa ela muito mais de cabeça para baixo. Você transformou aquela casa em muito mais barulhenta. Você transformou aquela casa com a força que você tem. Doce e forte! Minha leoninha linda, perfeita para transformar essa mãe em mais mulher, mais feminina, sem perder nenhum pouquinho de força. Pelo contrário.

Filha, obrigada por me escolher sua mãe. Obrigada por pousar nessa vida junto comigo (de novo?).
Obrigada por tudo que aprendemos juntas.

E mil vivas para você, alegria da minha vida!
Te amo! Maior que a eternidade...



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Kika e Mônica!

Momento nostalgia...
A primeira mensagem que vi hoje no meu telefone me fez voltar taaaaanto no tempo.
Parece outra vida.
E é.

Uma linda foto. Eu que estou nas vésperas do meu aniversário de 36 anos na foto devia ter uns 14, quase 15. Fase linda da vida! Foto com pessoas que marcaram tanto essa fase, meninas hoje mulheres, mães, de um ou de dois filhos. Mulheres cheias de responsabilidades, compromissos, preocupações. Uma mora aqui ao lado. A outra, tão longe... Mas a vida tão atribulada não tem me permitido o encontro com nenhuma das duas. 

Paro e penso na pergunta que ouvi outro dia. 
Marina, o que você faz na sua vida hoje que você já fazia só por você antes da maternidade? 
Silêncio.
Respondo.. nada! Ou quase nada!

Minha resposta me causou incômodo.
Outro dia minha terapeuta me pontuou de uma forma que também me fez pensar nisso..
Marina, eu aceito você tomar o seu café frio. Mas eu não aceito você não tomar o café.

Prazer com a vida que levo hoje?
Claro! Vários! 
Me sinto uma pessoa privilegiada. Tenho vários problemas e dificuldades na minha vida. Mas tenho base para resolver um a um. Tenho uma família ESPETACULAR! Filhos encantadores, marido maravilhoso com quem faço planos e projetos de vida, pais lindos, irmão, sobrinhos, cunhada, amigos, papagaio e até periquito (kkkkkkkkkk piada interna)!
Consigo olhar para o lado e entender que ninguém vem nessa vida a passeio e que os meus problemas de hoje eu só preciso de garra, coragem e alegria para enfrentar.

Mas o que sinto é que tenho que estar sempre encontrando o prazer em meio a minha rotina. Que seja ir tomar um chá com uma amiga em plena quarta-feira a noite. Uma conversa tão íntima e especial que valeu perder o beijinho de boa noite da Bela uma vezinha só. 
E assim ir me encontrando na minha própria vida.

Hoje essa foto teve uma importância muito maior do que essa amiga possa imaginar.
Outro dia peguei a calculadora para confirmar a idade que vou completar daqui a 5 dias.
36 mesmo. Mas essa menina de 14 da foto está aqui também. E que vontade que me deu de chegar mais perto dela. De ser leve como ela. De ter esse sorriso tímido e tranquilo. De ter companhias tão amorosas e sinceras. De levar uma vida de forma mais despreocupada. Com responsabilidade claro, mas vivendo um dia de cada vez. Gostaria de daqui a mais 20 anos olhar uma foto minha com 36 e ter a mesma sensação deliciosa de vida bem vivida que estou sentindo hoje dos meus 15 anos de idade.

Sim! Eu amo a minha vida! E quero amar ainda mais...

Um beijo no coração dessas mulheres tão lindas e especiais! Kika, Mônica e Cândida! Recebam todo o meu carinho onde estiverem... e saibam que vou imprimir essa foto, colocar no meu espelho e olhar para ela todos os dias porque em algum lugar em mim existe marcada uma lembrança tão doce que hoje busco esse lugar para contaminar minha vida aos 36 anos!

Ps.: Tá aí de onde vem os olhinhos puxados e miúdos da Bela!