quinta-feira, 26 de maio de 2011


Pedro,

Recebi esse texto e fiquei imaginando como será nossa relação de mãe e filho.. É um texto lindo que recebi da tia Aninha e me emocionou. Me fez lembrar muito a minha mãe e nossa deliciosa e delicada relação de amor e afeto. Desde de descobri que estava com você dentro de mim surgiu logo uma vontade de ser uma pessoa melhor para te dar o melhor de mim, tentar te ensinar só o que tenho de bom. Sei que isso é impossível, afinal de contas sou uma mulher cheia de defeitos que vão te ensinar muitas coisas também. Nossa troca vai ser, ou melhor, já é intensa mas gostaria muito que ao parar e SENTIR nossa relação que a idéia seja a do texto que coloco logo abaixo...



A canção de qualquer mãe

"Filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei
ou mereci ou imaginei ter"

Lya Luft

Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós. Que quando eu me aproxime, meu filho, você não se encolha nem um milímetro com medo de voltar a ser menino, você que já é um homem. Que quando eu a olhe, minha filha, você não se sinta criticada ou avaliada, mas simplesmente adorada, como desde o primeiro instante.

Que, quando se lembrarem de sua infância, não recordem os dias difíceis (vocês nem sabiam), o trabalho cansativo, a saúde não tão boa, o casamento numa pequena ou grande crise, os nervos à flor da pele – aqueles dias em que, até hoje arrependida, dei um tapa que ainda agora dói em mim, ou disse uma palavra injusta. Lembrem-se dos deliciosos momentos em família, das risadas, das histórias na hora de dormir, do bolo que embatumou, mas que vocês, pequenos, comeram dizendo que estava maravilhoso. Que pensando em sua adolescência não recordem minhas distrações, minhas imperfeições e impropriedades, mas as caminhadas pela praia, o sorvete na esquina, a lição de casa na mesa de jantar, a sensação de aconchego, sentados na sala cada um com sua ocupação.

Que quando precisarem de mim, meus filhos, vocês nunca hesitem em chamar: mãe! Seja para prender um botão de camisa, ficar com uma criança, segurar a mão, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupação. Não é preciso constrangerem-se de ser filhos querendo mãe, só porque vocês também já estão grisalhos, ou com filhos crescidos, com suas alegrias e dores, como eu tenho e tive as minhas. Que, independendo da hora e do lugar, a gente se sinta bem pensando no outro. Que essa consciência faça expandir-se a vida e o coração, na certeza de que aquela pessoa, seja onde for, vai saber entender; o que não entender vai absorver; e o que não absorver vai enfeitar e tornar bom.

Que quando nos afastarmos isso seja sem dilaceramento, ainda que com passageira tristeza, porque todos devem seguir seu caminho, mesmo que isso signifique alguma distância: e que todo reencontro seja de grandes abraços e boas risadas. Esse é um tipo de amor que independe de presença e tempo. Que quando estivermos juntos vocês encarem com algum bom humor e muita naturalidade se houver raízes grisalhas no meu cabelo, se eu começar a repetir histórias, e se tantas vezes só de olhar para vocês meus olhos se encherem de lágrimas: serão apenas de alegria porque vocês estão aí. Que quando pareço mais cansada vocês não tenham receio de que eu precise de mais ajuda do que vocês podem me dar: provavelmente não precisarei de mais apoio do que do seu carinho, da sua atenção natural e jamais forçada. E, se precisar de mais que isso, não se culpem se por vezes for difícil, ou trabalhoso ou tedioso, se lhes causar susto ou dor: as coisas são assim. Que, se um dia eu começar a me confundir, esse eventual efeito de um longo tempo de vida não os assuste: tentem entrar no meu novo mundo, sem drama nem culpa, mesmo quando se impacientarem. Toda a transformação do nascimento à morte é um dom da natureza, e uma forma de crescimento.

Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços: misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência. A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada terra. E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Artilheiro!


Obaaa!!!!!
E o Pedro artilheiro entrou em cena!
Mamãe começou a sentir seus chutes ontem a noite!
Um chute daqui outro ali..
Delícia de mais..

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meu primeiro Dia das Mães!


Pedro, Pedroca, Pepe...
Já te chamo de tantos nomes..
Esse domingo foi Dia das Mães! Não pensei que fosse ser tão gostoso viver esse dia mesmo com você tão pequenininho ainda dentro da minha barriga. Acordei me sentindo especial, mãe! Toda sorridente e feliz! Como eu e o papai ainda não moramos juntos (falta tão pouquinho pra isso acontecer..) logo recebi uma mensagem dele me desejando um delicioso dia!
Hoje vamos passar o dia na casa da sua bisa Creusa. Vai ser um almoço com a família. Vão estar faltando algumas pessoinhas bem especiais: tia Ciça, tia Ana, Denise e Marquinhos estão passeando na Disney!! Um dia vamos lá com você. O tio Léo já prometeu que vai te levar heheheheh
Quando cheguei na casa da bisa já fui logo ganhando abraços de parabéns! Ganhei um lindo botão de rosa dos seus tios Pablo e Laninha (acho que você vai gostar muito deles!) e fiquei toda emocionada.. Poxa, é meu dia mesmo né! Depois chegou a sua tia Letícia com um presente tão bonitinhoooo! Um conjuntinho de body com sapatinho que é a coisa mais fofa. Fiquei imaginando você lá dentro. Ai, vou ter que me controlar pra não te morder filho.. Sua vovó Ângela me deu um kit de maquiagem e fez um delicioso almoço pra gente encher o barrigão!
Do papai ganhei um pijama super lindo e quentinho. Adorei de mais!
Enfim, meu dia foi muito especial e como disse a sua tia Aninha, tá só começando! Vai ser ainda muito mais gostoso quando você estiver aqui do lado de fora do barrigão com a gente e eu puder beijar seu pezinho!